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Como tratar a irritação?

Não se trata de algo pontual, mas, se o comportamento for exagerado, desproporcional em relação ao estímulo ou qualitativamente diverso do que se observa naquela faixa etária e que interfere na qualidade de vida, no conforto emocional ou no desempenho diário do indivíduo, será necessário tratá-lo.

 

A quem os pais devem recorrer: a um psicólogo ou a um pediatra?

Os pais devem recorrer a um profissional da área da saúde de confiança, pois esse saberá fazer o encaminhamento correto da criança frente à avaliação dos principais sintomas manifestados. Conforme o estudo “Transtornos de ansiedade” (publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria), é importante considerar na avaliação e no planejamento terapêutico do distúrbio da ansiedade a história detalhada sobre o início dos sintomas, possíveis fatores desencadeantes (ex.: crise conjugal, perda por morte ou separação, doença na família e nascimento de irmãos) e o desenvolvimento da criança.

Além disso, ainda segundo o estudo, é preciso levar em conta o temperamento da criança (exemplo: presença de comportamento inibido), o tipo de apego que ela tem com seus pais (é segura ou não) e o estilo de cuidados paternos (como uma superproteção), além dos fatores implicados na etiologia dessas patologias. Também deve ser avaliada a presença de comorbidade (quando duas ou mais doenças estão relacionadas).

 

Angela Helena Marin é doutora em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É psicóloga clínica e professora adjunta da Universidade Luterana do Brasil em Porto Alegre (RS).

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