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Escrito por Dr. Sandro José Martins
Qui, 20 de Agosto de 2009 17:47

stockxpertcom_id3467791_jpg_ff649a9541a78208f7233e15c9936d0cO que é o câncer de pulmão?

O câncer de pulmão é o nome genérico dado aos tumores malignos que se originam de células da porção interna do aparelho respiratório inferior (árvore brônquica, no interior dos pulmões). Há vários tipos de câncer de pulmão, segundo o tipo de célula de onde se originou a doença.

 

É verdade que o câncer de pulmão é um dos mais comuns entre os tumores malignos?

O câncer de pulmão não é dos tumores malignos mais comuns, porém é o mais letal. Mesmo quando diagnosticado e tratado oportunamente, há recidiva (reaparecimento) da doença em 20% a 40% dos casos. A doença que recidivou, na maioria das vezes, é incurável.

 

O que causa esse câncer?

Estima-se que 90% dos casos de câncer de pulmão são atribuíveis ao tabagismo. Ou seja, não fosse o hábito de fumar, 9 em cada 10 vítimas da doença não a teriam desenvolvido no curso de suas existências.

 

Como o fumo influencia o câncer de pulmão?

O cigarro é um dispositivo para administração por via inalatória de nicotina, sendo uma das mais perigosas formas de vício permitidas pela sociedade. As pessoas suscetíveis ao vício pela nicotina se tornam dependentes quando passam a fazer uso do cigarro, na adolescência ou juventude, permanecendo por muitos anos consumindo cigarros. Ocorre que, além da nicotina, substâncias químicas capazes de induzir aparecimento de tumores (carcinógenos) estão presentes no fumo e são inaladas pelos usuários do produto – e pelos que convivem com fumantes. Ao longo dos anos, tais substâncias agridem todo o trato respiratório e podem levar ao aparecimento do câncer de cabeça e pescoço, esôfago e pulmão.

 

Quais os riscos de câncer em um fumante passivo?

O fumante passivo experimenta maiores riscos para doenças relacionadas ao fumo (cânceres de pulmão, cabeça e pescoço, esôfago, mama, colo uterino e bexiga) do que os que vivem em ambientes livres do cigarro. São vítimas dos efeitos indesejáveis da inalação continuada de carcinógenos presentes na fumaça do cigarro, sendo seu risco tanto maior quanto for o tempo de exposição à agressão ambiental.

 

Qual a prevalência de câncer de pulmão em pessoas que nunca fumaram?

No início do século passado, o câncer de pulmão era considerado uma forma rara de tumor maligno, sendo excepcional a sua ocorrência. A industrialização da produção de cigarros propiciou a expansão vertiginosa do número de fumantes e, a partir dos anos 1950, da incidência de câncer de pulmão. Entre pessoas que nunca fumaram, a prevalência do câncer de pulmão permanece baixa nos dias de hoje, sendo associada a uso de terapia de reposição hormonal para menopausa, exposição ambiental a formas de amianto e ao radônio (gás radioativo presente em áreas de mineração do urânio).

 

Existem profissões que aumentam o risco de câncer de pulmão?

Estudos epidemiológicos associam maior risco para câncer de pulmão entre profissionais que trabalham em mineração de amianto anfibolito e urânio, pela exposição a carcinógenos inalantes (fibras rígidas de amianto e radônio) e entre aqueles que trabalham em ambientes fechados, como escritórios, por razões não esclarecidas.

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do câncer de pulmão se faz por exame clínico de pessoas que já apresentam sintomas da doença: tosse crônica, falta de ar, cansaço, expectoração com sangue, perda de peso e dor torácica. Não há um meio efetivo para o rastreamento de pessoas assintomáticas, visando o diagnóstico precoce da doença.

 

Como funciona o tratamento?

O tratamento varia segundo o tipo celular de câncer de pulmão e o estágio (extensão) da doença ao diagnóstico. Via de regra, inclui procedimentos cirúrgicos e clínicos (quimioterapia e radioterapia) com o objetivo de remover ou destruir as áreas doentes no organismo.

 

É possível prevenir o câncer de pulmão?

A única forma de prevenir o câncer de pulmão é pelo combate ao hábito de fumar. É preciso se fazer um esforço para evitar que crianças, adolescentes e jovens tenham acesso ao cigarro, ou a exemplos positivos de fumantes, pois é nas faixas etárias até os 20 anos que a exposição ao cigarro mais provavelmente irá resultar em dependência química à nicotina. Quando adultos experimentam fumar, poucos se tornam dependentes.

 

 

Dr. Sandro José Martins - CRM 82807 - é Doutor em Pneumologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Atua na área de Medicina com ênfase em Cancerologia – oncologia clínica.





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